sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quando uma criança chora



Doce criança de ondas nos olhos
Pela enorme lágrima que tem
Chora a saudade que sentes agora
Por seres Milésimo de alguém
De mim…
Esperas e chamas
Eu sei que me amas…
E gritas pela presença,
Não merecias tal sentença…

Linda criança que chora
Sei que te fiz sofrer,
Quando pelo portão saí…
Ao saberes que vou para fora
Fiz o teu coração tremer
Não fiquei para te proteger
Por isso aos poucos morri
Por ir tantas vez embora

Linda criança de olhos molhados
Escrevo nas lágrimas das minhas marés
Quando choro agarrado aos teus pés
Deito para fora os meus actos chorados
Mas sempre a pensar o mundo que és

Doce criança de olhos vidrados
Fechada no escuro, no maior segredo
Chora sozinho num triste abandono
Como um cãozinho que perdeu o dono
Em lágrimas carregadas de sentimentos fechados.

Linda criança de pérolas nos olhos
Tua lágrima faz de ti um guerreiro
Que ultrapassa tudo… o mundo inteiro
És o meu orgulho, o maior dos soldados
E eu o maior dos apaixonados
Amo-te… meu filho.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Vivo por ti... Sinto-te



Tive de aprender a viver por ti na solidão
Ao deixar de ver a tua imagem… a tua mão…
Tive de te procurar no meu sonho,
E nele só encontro o escuro…
Vagueio por esse sonho medonho
De quem me seduz sem amor
Sem uma luz nem uma cor…

Aprendi que a solidão
É passear e não te ver na multidão
É andar descalço sob vidros partidos
Onde encontro sangue apenas nas lágrimas
Por não te ter… nem na ilusão

E cada gota que cai nestas paginas,
Cada nota que sai destas músicas
Faz-me sentir que te sinto,
Acredita que não te minto
Porque vivo por ti… amor
Mas vivo sem ti… que dor!

Nós… eu e tu… tu e eu
Não existe, por mais que insiste
Qualquer outro sei que desiste
Pois ninguém quer a minha solidão
Por eu ter o coração na tua mão…
Fecha a tua mão e abre os braços
Para eu entrar na tua imensidão
Nós… eu sinto
Vivo por ti…


As mãos das entrelinhas


A lua disse-me ter descoberto
Belas provas de amizade
Cantando lealdade nas palavras ao ler
Doando textos insinuando realidade
É essa a tua verdade?
Falsidade escondida em letras
Gritos nas entrelinhas indiferentes
Humor para disfarçar tudo o resto
Ideias camufladas na beleza
Jardins de amores proibidos e tristeza
Laminas nas veias poéticas
Minando bombásticamente os sentidos e éticas
Naufragando as magoas na propaganda
Omitindo o ocaso real do anoitecer ali
Pedindo para ter dó do luar
Quando havias de chorar para ti
Recolhido no teu canto, no teu ar
Sentir o mar no seu horizonte
Tal como o sol num monte
Unicamente a dar sem retorno
Valorizando a luz do luar na pedra em adorno
Xisto liso, lousa com giz e escreve aí
Zelar por todos... e não por ti…

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sonhei que tive um sonho…


Encontrei-te numa noite de sonho
E adoeci com o teu veneno contagiante
Provei os teus sabores… são os melhores
Escutei o teu gemido
E senti o teu arrepio… o teu corpo tremulo
Quando toquei a minha boca na tua pele
Ficaste louca e fechaste os olhos
Para sentir o prazer
O meu prazer foi ver-te enquanto te amava
Olhar para ti … tão linda
Sentir os teus cabelos no pente dos meus dedos.

Afastei todos os meus medos,
O de te perder nesse momento
E o de não sentires o amor que te dava
Esse amor acumulado nas noites que pensei em ti
E agora dava-o a ti com todo o poder
Como uma tempestade ou tremor de terra…

O momento máximo do êxtase
Fez-me clarear as certezas nos sentimentos incertos
E amo-te… claramente…
Com amor, com carinho, com saudade
Não quero só amizade
Quero acordar contigo no meu peito
Quero que o teu suor seja o meu
Quero-te amar agora e sempre
Quero o teu olhar aqui presente
Quero gritar bem alto
EU AMO-TE

Desprendi-me das minhas cordas
E libertei-me do sentimento que não saia
Quando penso na tua face,
E na mão que te acariciou
E ainda tem o teu cheiro
Não a vou molhar
Para te sentir o dia inteiro

A tua face nesse amor que fizemos
Nunca a esquecerei…
Tinha tanta luz no nosso quarto escuro
Eram as portas do paraíso
E eu pensei para ti perante Deus
EU AMO-TE...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tesourada na Felicidade

Antes de tudo, Desculpem a ausencia no meu e tambem nos vossos blogs e fica a promessa que assim que puder irei dar uma vista de olhos no vosso cantinho e comentar os posts.
Apesar deste afastamento não vos esqueci...

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Este post que deixo aqui é dedicado à minha querida Mãe que sofreu muito... e mesmo assim deu mais do que aquilo que sofreu.
Faço-o hoje, num dia como todos os outros porque acho que o dia da Mãe é todos os dias.
Portanto. este post é dedicado a ti Maria Fernanda ( A minha Mãe preferida como costumo dizer-lhe, lol )





Perto da felicidade esteve um sonho
Destruído à tesourada num dia medonho
E fez nascer em mim o ódio, a sede de vingança
E a ti , perder a esperança…
A culpa é do amor e do desejo de ser feliz
Do pensar que a outra alma condiz
Mas levou ao desespero alguém
Que num acto de
loucura
Numa tesourada de
tortura
Tirou-te a imagem, o além
E mesmo de alma ferida e rasgada
Protegeste a sua cria abandonada
Dando-lhe carinho e amor
Sem culpa nem rancor
Tudo isso por amor aos
filhos
Os que nasceram de ti
Os amparados por ti
Mas o destino pregou-te outra
Pois a tesourada não chega
Não chega para te
derrubar
O avô, teu pai, deixou-nos
No dia dos teus anos
Dia metade feliz, metade pesadelo
Linda prenda meu Deus.
Mas não a fez cair,
Mesmo amando como amava seu pai
Tinha os seus e os filhos dos outros para criar
Com a tua meiguice, minha
resmungona
Alegre, brincalhona e chorona
Generosa, fofoqueira, mãe galinha
A tua mãe ( minha avó ) não chega aos calcanhares da minha
Pois a minha
és tu
E a tua tirou-te algo que merecias ter
Em mais uma injustiça da tua vida…
Como foi injusta a tua infância vivida…



Mãe, perdoa-me...
ainda não consegui partir todos os espelhos...
queria impedir que olhasses todos os dias...
queria impedir que te lembrasses todos os dias...

Mãe, com o teu consentimento achei que devia partilhar com o mundo aquilo que passaste na flor da tua vida

domingo, 26 de abril de 2009

As Cores do Desejo


Um rodízio de sensações este por do sol
Com tons quentes e suaves, como a brisa.
É uma tela real que inveja qualquer artista
Adornada com os salpicos brilhantes no mar…

A lua chama o luar com teimosia
E ele vai aparecendo timidamente...
Na areia dois seres desfrutam-se
Exploram todos os recantos de magia
Vivendo aquela loucura, saboreando o momento…





O sol marcara encontro para amanha
E a lua presente, dava uma luz ambiente
Num lindo cenário romântico,
O areal é a cama de todos os prazeres,
As ondas são como um lençol que teima destapar
E criam um som de fundo gravado na paixão
E as estrelas são testemunhas do amor ardente
Desta intensidade de sentimentos
Numa mistura de cores e movimentos
Onde dois amantes se perderam entre si
Esses dois amantes que se eternizaram mesmo ali…

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Lado B do Sonho


Não consegui cruzar o nosso olhar
Com medo do desejo flagrante
Queria tanto te beijar…
Mas acho que ficavas ofegante

Não consegui sequer te tocar
No nosso encontro de estreia
Tinha as mãos trémulas a suar
Por ver tão bela sereia

Não consegui abrir os braços
Só pensava nos teus lindos cabelos
As nossas mãos seriam como laços
E dai saiam poemas tão belos

Não conseguia te deixar
Com tanta coisa por dizer
Mas no momento de falar
Não soube o que fazer

Não conseguia me despedir
Pois de ti logo gostei
Agora não adianta fugir
Que no meu coração te aconcheguei

Não consigo te esquecer
Por pensar que te perdi
Nesta noite que não te amei
Neste sonho que não sorri…

terça-feira, 21 de abril de 2009

Desespero



Sou fácil de esquecer
Sou fácil de deixar
Arrependo-me das escolhas
Arrependo-me do que escrevo
Arrependo-me de mim
Não tenho nada
Não me lembro de nada
Não há recordações
Só tenho sofrimento
Só sinto dor
Tenho falta dos que foram
Tenho falta dos que amo
Dou montes de solidão
Dou montes de perdão
Quero fugir
Quero desaparecer
Sinto-me só
Sinto-me fechado
Dou voltas a cabeça
Dou voltas na cama
Trabalho horas a fio
Trabalho pra nada
Dou tudo o que tenho
Não recebo o que dou
Riem de mim
Falam de mim
Aproveitam-se de mim
Farto-me de tudo
Farto-me da vida que tenho
Tenho lágrimas que doem
Tenho lágrimas que pesam
Estou perdido num vazio
Vivo num vazio
Vivo nem sei porquê
Vivo só por ti…
Meu Milésimo
O que saiu num minuto de desespero...